No sábado (2), às 17h30, o Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA), em Belém (PA), promove uma conversa aproximada com Pollyana Quintella, Vânia Leal e Emmanuel Nassar, como parte da programação da exposição Meu Tema Sou Eu, de Emmanuel Nassar, com curadoria de Vânia Leal. A atividade conta com o apoio da galeria Almeida & Dale, é gratuita e aberta ao público interessado em arte e em conhecer de forma mais aprofundada o trabalho de Emmanuel Nassar, artista paraense reconhecido nacional e internacionalmente.
Pollyana Quintella é escritora, pesquisadora e curadora da Pinacoteca de São Paulo (SP), onde organizou exposições como Lenora de Barros: Minha Língua (2022-2023), Cao Fei: O futuro não é um sonho (2023-2024) e Lygia Clark: Projeto para um planeta (2024). Além dela, participará da conversa um grupo de 13 colecionadores de arte ligados à Pinacoteca, que veio a Belém especialmente para visitar a exposição e realizar um circuito por espaços artísticos da cidade.
Segundo Pollyana Quintella, o cenário atual desperta interesse e evidencia a força da produção local paraense. “É um momento em que a cena artística e cultural de Belém está muito viva, pulsante, algo que se expressa no próprio Centro Cultural Bienal das Amazônias, mas também para além dele. A quantidade de artistas, especialmente jovens, que se formam a partir desse contexto é algo que certamente chama atenção. Belém tem uma contribuição muito própria, uma voz autoral que interessa conhecer e compreender melhor”, afirma.
A pesquisadora também destaca a relevância da obra de Emmanuel Nassar no cenário nacional. “Não se conta a história da arte brasileira contemporânea sem passar pelo nome do Emmanuel. Ao longo de décadas, ele construiu uma produção crítica que articula, de forma muito singular, elementos da tradição construtiva com referências das culturas populares. Seu trabalho transita entre o erudito e o popular com uma linguagem própria, incorporando influências da rua, da cultura visual e de tecnologias muitas vezes precárias, que surgem em contextos urbanos distantes dos grandes centros”, completa.
Para Vânia Leal, a atividade é uma oportunidade de aproximação entre público e obra. “Nós esperamos a presença do público para esse momento especial, em que faremos juntos uma visita pela exposição e, em seguida, essa conversa aproximada”, explica.
Pollyana Quintella é doutoranda e mestre em História da Arte pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Foi curadora assistente do Museu de Arte do Rio (MAR) entre 2018 e 2021 e, como curadora independente, realizou exposições em instituições como Sesc Pompeia, Museu Paranaense (MuPA) e Paço Imperial. Também escreve sobre arte contemporânea e cultura visual para veículos como Folha de S. Paulo, O Globo e revistas especializadas, além de atuar como professora em cursos livres. Em 2023, integrou o programa Art and Power School, da Getty Foundation, em Roma.